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SAPO24 Crónicas

Todos os dias um olhar mais atento a um tema que marca a actualidade. Artigos, análises e crónicas exclusivas no SAPO24.

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Amado vai ter de aprender mandarim

Por: António Costa

E se, nos próximos três anos, a União Europeia entrar em recessão profunda, os juros subirem de forma significativa e as matérias-primas caírem para níveis historicamente baixos, o que sucede ao balanço do Millennium bcp? Segundo os resultados dos testes de stress, não acontece nada de especial. O banco de Nuno Amado resiste claramente acima da linha de água, isto é, dos mínimos exigidos pelas autoridades europeias. Talvez por isso, Amado vai ter de aprender mandarim.

 

 

A banca em Portugal estava, ainda está, numa espécie de limbo, à espera de um movimento que pudesse ser um ‘game changer’, depois de um plano de intervenção externa que deixou o sistema financeiro debaixo do tapete. Era para ser a oferta do Caixabank sobre o BPI, mas continua parada, embrulhada em formalidades e legalidades. Era para ser o Novo Banco, mas não há maneira do Banco de Portugal e Fundo de Resolução encontrarem um comprador. E nunca esteve para ser a CGD, especialmente com esta gestão política do Governo que deixou o banco público parado desde pelo menos janeiro deste ano. Do BCP, esperava-se qualquer coisa, até porque a reestruturação orgânica não chegava e era, é, preciso capital novo.

 

 

Depois dos testes de stress, em que o BCP apresentou um rácio, sob stress, de 7%, acima dos 5,5% exigidos, chegou o capital, ou pelo menos a intenção firme de investimento da Fosun, um grupo chinês que já tem em Portugal a Fidelidade e o grupo de saúde Luz. Já tinha concorrido ao Novo Banco há um ano, quer agora ter até 30% do BCP, banco que é hoje dominado pelos angolanos da Sonangol. A Fosun está disponível para investir cerca de 500 milhões de euros, mas a segunda tranche, de 250 milhões, implica um aumento de capital para todos os acionistas do banco, que Nuno Amado muito agradeceria, apesar das declarações públicas de que o BCP não precisa disso. Precisa, pois.

 

 

Há, ainda, formalidades a ultrapassar, a primeira das quais o impacto da venda do Novo Banco no capital dos bancos que são os ‘donos’ do Fundo de Resolução. Depois, a aprovação dos reguladores, leia-se do BCE, a mais capital chinês na Europa e no sistema financeiro. Em ambos os casos, as respostas serão mais determinadas pela necessidade de capital do que pela nacionalidade.

 

 

 

O BCP passará a ser chinês, Angola perderá peso, e isso pode ser um ‘game changer’, desde logo para o BCP, que passa a estar mais capitalizado, num setor ainda à procura de melhores dias e mais negócios rentáveis. Sobretudo depois de ter aumentado as provisões no primeiro semestre para digerir, de uma vez, parte significativa das imparidades que continuam a pesar nas contas. O que quer, agora, o BCP neste novo quadro acionista relativamente à operação de venda do Novo Banco? Ninguém sabe, pelo menos ainda.

 

 

Além disso, o BPI, o outro candidato bancário ao Novo Banco, está paralisado por uma oferta e por uma guerra de acionistas que torna praticamente impossível uma oferta firme no prazo necessário quando, em setembro, o governador do Banco de Portugal exigir novos compromissos.

 

 

 

O setor começa a ficar arrumado, sem bancos de capital privado português, como se antecipava, mas com bancos privados a falarem línguas diferentes, em concorrência, desejavelmente para benefício dos que têm de pedir financiamento. À língua portuguesa da CGD, já temos o castelhano e catalão, soma-se agora o mandarim, e veremos, depois, que nacionalidade vai ter o Novo Banco.

 

 

 

 

Escolhas

 

 

E por falar em bancos, o Novo… Banco tem um novo presidente. A partir de hoje, é António Ramalho, um homem dos bancos que, de forma intermitente, passou por outros setores, o último dos quais a Infraestruturas de Portugal. Se não é inédito, é quase: Ramalho substitui Eduardo Stock da Cunha a meio de uma operação de venda do Novo Banco que ainda ninguém arrisca dizer como vai acabar. Em setembro, já depois das férias, saber-se-á, mas com a informação disponível hoje, arrisco um desfecho: a venda de uma participação minoritária a um investidor ou mais e entrada no mercado de capitais, à espera de melhores dias, do próprio mercado e das contas do Novo Banco, que no primeiro semestre fechou com prejuízos de 362,6 milhões de euros.

 

 

Agora que o país vai a banhos, podemos sossegar, nem que seja por umas semanas, poucas, porque o segundo semestre vai ser difícil. Basta ver o detalhe da execução orçamental e o que indicam os principais indicadores económicos para o resto do ano.  Portugal escapou às sanções, sim, mérito de António Costa, que continua a demonstrar habilidade política. Mas já tem outras sanções a caminho, e agora não pode invocar a Comissão Europeia como fonte de todos os males. O BE e o PCP já perceberam isso. Ao contrário de Pedro Passos Coelho, que continua parado em outubro de 2015, à espera de chegar ao poder na sequência de uma crise. Assunção Cristas agradece. E que tal, Passos Coelho, apresentar um plano, ou umas quantas ideias, pelo menos, que reformem o país, coisa que a geringonça, pela sua natureza, será sempre incapaz de o fazer? Os banhos, esses, pode acompanhar aqui, em www.sapo24.pt.

 

 

Eu, da minha parte, entro hoje numa espécie de férias, a preparar o lançamento do ECO, um novo jornal económico digital, ‘mobile first’, que chegará ao mercado no último trimestre. Pode acompanhar em www.eco.pt as últimas novidades, a equipa e ao que vimos.

 

 

 

Boas férias para os que podem, bom trabalho para todos os outros.

publicado às 10:26

A rutura

A rutura das negociações entre o CaixaBank e Isabel dos Santos não é um problema apenas para o BPI – que não merecia isto. É mais um caso que abre novas fontes de incerteza num sistema financeiro que está longe de estar resolvido– leia-se, preparado – para ultrapassar a crise de negócio e de capital.

 

O BPI tinha até 10 de Abril para diminuir a sua exposição a Angola, que se materializa na posição maioritária que tem no BFA, em associação com Isabel dos Santos. Para que isso fosse possível, o acordo não poderia passar apenas por Angola, claro, porque Isabel dos Santos é a segunda maior acionista do BPI, com cerca de 20% do capital, a seguir ao CaixaBank, com 44%. E, sem acordo, sem solução, os rácios de capital do BPI vêm por aí abaixo.

 

Ainda não se sabe tudo das negociações falhadas no BPI. Já é certo, ainda assim, que Isabel dos Santos voltou a pôr em cima da mesa das negociações condições que já teriam sido ultrapassadas. E condições que, para a administração do BPI e, claro, do próprio CaixaBank, eram inaceitáveis. Sabe-se, isso sim, que o Banco de Portugal ainda não deu o ‘ok’ à administração do BIC, um outro banco em Portugal controlado pela empresária angolana. Se a justificação é esta, Isabel dos Santos faz mal, e põe-se numa posição de pressão que a deixa do lado errado das negociações. Legitima, até, intervenções na secretaria, do Governo, do Banco de Portugal, do BCE.

 

Sai mal, mas não sai mal sozinha. O primeiro-ministro convidou-a a entrar no Millennium bcp depois de sair do BPI, coisa que, pelos vistos, não articulou com o regulador que, agora, não lhe concede o regime de idoneidade necessário. Portanto, alguém se esqueceu de avisar António Costa e, já agora, Marcelo Rebelo de Sousa. Que, pela primeira vez desde que foi eleito, respondeu ‘à Cavaco’. Marcelo vai defender os interesses nacionais. Notícia seria o contrário, não era?

 

Agora, o problema já não é o passado, é o futuro. O CaixaBank lançou uma OPA – outra – sobre o BPI, o governo legislou sobre o fim dos limites aos direitos de voto nas empresas cotadas, coisa que existe no BPI e dá poderes ‘reforçados’ a Isabel dos Santos, o BCE poderá anunciar outras medidas para pressionar a empresária angolana. No limite, Isabel dos Santos é ‘corrida’ do BPI à força.

 

E depois? O problema mantém-se, isto é, o BPI continuará a ter uma participação maioritária num banco angolano e vai continuar a não cumprir as imposições do BCE e os limites aos grandes riscos. E qualquer decisão do BPI em Angola depende, claro, das autoridades angolanas, do Banco Nacional de Angola. Como se sai daqui sem um acordo? Das duas, uma: o BCE revê a sua avaliação da exposição do BPI a Angola e dispensa o banco de vender a sua posição no BFA porque, agora, passa a ser uma extensão do CaixaBank; ou impõe uma medida extrema, uma medida de resolução que separa a operação do BPI em Portugal da operação angolana.

 

Qualquer que seja o caminho, a presença do BPI em Angola mudará para sempre. O ‘novo’ BPI não será o mesmo, será outro. Durante anos, o BFA foi uma fonte de lucros, chegou a ser a única. Já em 2015 o BPI lucrou 90 milhões de euros só da atividade doméstica. Mas sem a operação africana, o BPI tem de encontrar outro caminho, agora sob o domínio do Caixabank. Até lá, é sobreviver no meio de uma guerra acionista, gerir o banco com o mesmo cuidado com que foi gerido nos últimos anos, sem o risco que se viu, por exemplo, no BES ou no BCP ou até no Banif. Mesmo tendo em conta as perdas com a dívida grega, o BPI tem um balanço saudável no quadro do sistema português. Ulrich seguiu no BPI uma estratégia de avaliação de risco que só tem paralelo no Santander.

 

A rutura das negociações no BPI, essa, tem impactos muito para além do próprio banco. Terá, por exemplo, no BCP, banco no qual a Sonangol tem 20% do capital e de que é o maior acionista. Dificultará a venda do Novo Banco e vai expor ainda mais a situação do sistema financeiro português no quadro europeu e internacional. Por último, mas não menos importante, vai ser uma fonte de choques entre Portugal e Angola, de consequências ainda imprevisíveis.

 

AS ESCOLHAS

Depois de Angola, o Brasil. O processo de impeachment de Dilma Roussef no congresso foi aprovado e vai agora para o Senado, como pode ler aqui. É, para o futuro do país, um caminho cheio de riscos, para a própria Democracia. Dilma deveria pedir a demissão, sim, é parte do problema e não da solução, já terá até contra si muitos dos milhões de brasileiros que a apoiaram e levaram à presidência. Mas, não dando esse passo, a linha que separa a legitimidade política do golpe político é ténue. Sobretudo quando o regime político brasileiro, tão dividido, não dá sinais de conseguir encontrar saídas para esta possível destituição.

publicado às 10:51

Adeus BPI, olá Caixabank

 Por: António Costa

 Já está o que chegou a parecer impossível: o Caixabank e Isabel dos Santos chegaram a um acordo que vai transformar o BPI num banco catalão em Portugal. Ainda não se sabe quase nada do acordo, mas sabe-se o mais importante, o que preserva o BPI e a estabilidade do sistema financeiro. Mas as mudanças na banca portuguesa só agora começaram.

 

Há um ano, o BCE tinha imposto o dia 10 de Abril como data-limite para o BPI diminuir a sua exposição a Angola, por causa da posição maioritária que tinha naquele país no BFA, o maior banco angolano, em parceria com Isabel dos Santos. E logo se percebeu que a empresária angolana, com 20% do BPI, e o Caixabank, com 44%, tinham aqui a oportunidade para separar águas que, na verdade, sempre estiveram turvas. Era um casamento de interesse destinado a acabar em divórcio. Foi quase litigioso, e assinado no último dia possível.

 

Do acordo, não se sabe por exemplo o preço que o Caixabank vai pagar a Isabel dos Santos para comprar os 20% do capital, e esta informação é crítica para todos os outros acionistas. Porquê? Porque os catalães vão ter de oferecer o mesmo preço a todos os outros acionistas. Já se sabe uma coisa: é que Isabel dos Santos é talvez a única acionista nos últimos cinco anos em Portugal a ganhar dinheiro com o investimento na banca. Por outro lado, a empresária vai comprar o domínio do BFA, hoje nas mãos do próprio BPI.

 

Sabe-se que o BPI vai deixar de ter a operação em Angola – a maior fonte de lucros do banco desde há muito anos – e passará a ser um banco catalão. O BPI tem um balanço limpo, não entrou na estratégia de concessão de crédito aos amigos, mas tem uma operação cara e pouco eficiente, só disfarçada com os ganhos que apresentou nas aplicações financeiras. Ao passar a ser catalão – é inevitável, a prazo, a transformação do BPI em Caixabank BPI - vai beneficiar da estrutura do banco em Espanha, e os catalães vão na verdade tentar replicar o modelo Santander, que tem grandes resultados.

 

Para a empresária angolana, sair do BPI não é a melhor solução, até porque as vantagens da alternativa BCP são ainda difíceis de avaliar, mas uma coisa já conseguiu: ganhar dinheiro com a venda, o que não é pouco. Isabel dos Santos vai trazer o BFA para a bolsa de Lisboa, e em Portugal já tem o BIC. A prazo, antecipa-se a fusão dos dois bancos.

 

Resolvido o BPI – com um envolvimento do primeiro-ministro António Costa que ultrapassou os limites do que deve ser uma intervenção política que poderia ter corrido mal -, o futuro do Novo Banco e do BCP tem outros horizontes. O Novo Banco tem de ser vendido, o BCP tem de encontrar novos acionistas, às tantas ainda acabam casados. Sobra a Caixa Geral de Depósitos, que vai ter de receber um financiamento de cerca de dois mil milhões de euros para cumprir as suas obrigações e equilibrar os rácios de capital.

 

AS ESCOLHAS

 

Saiu um, entrou outro, saiu um ministro-poeta, entrou outro ministro-poeta. A cultura vai ser tutelada pelo embaixador Luís Filipe Castro Mendes. João Soares não foi um problema para António Costa, foi uma oportunidade, um seguro para problemas futuros mais graves e mais difíceis de ultrapassar.

 

E António Costa assinou um contrato com o seu emissário especial para os negócios, Diogo Lacerda Machado. O anuncio, na entrevista à TSF e DN, foi feito a contragosto, como se a transparência e a responsabilização fossem um custo. Não são; são uma obrigação de qualquer primeiro-ministro.

 

Boa semana a todos

 

 

publicado às 10:58

BPI, cómico se não fosse trágico

Por: António Costa

 

Mais de um ano depois de se saber que o BPI tem de reduzir a sua exposição a Angola, e a dias do fim do prazo imposto pelo BCE, os acionistas CaixaBank e Isabel dos Santos continuam desavindos e agora até o primeiro-ministro está ‘metido’ nas negociações deste casamento de conveniência com divórcio anunciado. Se não fosse grave, até teria graça, se não estivesse em causa um banco, se fosse ‘apenas’ uma guerra de espanhóis e angolanos, se não fosse trágico, até seria cómico. Não é.

 

O que está em causa é o BPI, e não só, é a própria estabilidade de um sistema, o financeiro, que está longe de estar resolvido e sustentado, como se sabe e como se suspeita. Por detrás do pano de fundo destas discussões, o que parece evidente é que o Caixabank está a aproveitar o que considera ser um ‘upside’ de imagem em relação à empresária angolana, em Portugal e em Frankfurt. Nas duas últimas semanas, o acordo já foi ‘anunciado’ na imprensa mais do que uma vez, já foi até aprovado um princípio de acordo na Unitel, principal acionista do BFA, o banco angolano controlado maioritariamente pelo BPI e que é a fonte original do problema. Depois, ‘qualquer coisa’ emperrava o acordo final.

 

A estratégia dos catalães não é de agora, nem sequer apenas com Isabel dos Santos. Quando lançaram uma OPA sobre o BPI, há cerca de um ano, levaram a sua até o fim. E não fizeram negócio. Ofereceram 1,3 euros por ação, quando o conselho do BPI fixou um mínimo justo de 2,25 euros por ação. Teriam resolvido o problema então, não o fizeram e recorreram, depois, à influência politica de Artur Santos Silva junto do PS e de António Costa. Foi o pecado original do primeiro-ministro, que aceitou meter-se num negócio privado.

 

O Governo preparava-se para legislar à medida, para deitar abaixo uma blindagem de estatutos que garante que todos os acionistas do BPI votem com 20%, independentemente da posição que têm. O CaixaBank tem 44%, e é justo que possa votar com essa posição, sim, mas tem de pagar o preço justo para isso.

 

É claro que Isabel dos Santos tem uma arma negocial relevante, a posição acionista no BFA e, claro, o Banco Nacional de Angola atuará, com uma nacionalização do BFA, se Portugal fizer uma lei à medida para favorecer os catalães. Alguém os pode, mesmo, criticar? O CaixaBank viveria bem com isso, Portugal é que não, porque se precisamos de Espanha, e precisamos, também precisamos de Angola. Sobretudo, precisamos de capital estrangeiro, do bom, que tenha projeto empresarial e não objetivos políticos. Hoje, só motivamos o interesse do capital espanhol e do angolano, não chega, é preciso mais.

 

Não alinho na estratégia anti-espanhola e na defesa dos centros de decisão, sabemos o que isso nos trouxe, mas rejeito a ideia de uma banca privada controlada por um país terceiro, em Madrid ou qualquer outra capital, e mais ainda a subserviência aos interesses do BCE e dos poderes europeus, para os quais seria mais fácil supervisionar Portugal como mais uma província espanhola.

 

O CaixaBank, claro, conta com o apoio explícito do BCE e o Banco de Portugal, já nem sequer disfarçam, e agora o Governo também já se envolveu no processo, o que não ajuda, envieza as negociações, torna-as políticas quando são económicas e financeiras. É também isso que levou o CaixaBank a fechar as negociações de forma unilateral, sem acordo. E conta também com a imagem negativa de Angola em Portugal, cíclica, sempre que o país está em crise e não ‘está’ investidor.

 

Com o relógio a contar, o anúncio informal do regresso das negociações conhecido hoje pode ser um bom indício de que, afinal, o CaixaBank já encontrou os limites da sua negociação, condição necessária, mas não suficiente, para um acordo no BPI.

 

As escolhas

 

Hoje vamos ouvir Marcelo Rebelo de Sousa à hora dos telejornais, exatamente às 20 horas. Na primeira comunicação relevante do seu mandato em Belém, o Presidente vai anunciar a promulgação do Orçamento do Estado para 2016, isso já não é notícia. A notícia será outra. O que vai dizer Marcelo sobre as opções económicas e orçamentais de António Costa? Vai continuar a alinhar o discurso com a estratégia dos afetos e da esperança ou vai alertar para os riscos – evidentes – da realidade? Marcelo não quer que o Orçamento entre em vigor no dia 1 de Abril, para evitar as piadas fáceis. Mas as piadas fáceis não são o maior problema. Esta primeira intervenção vai servir também para perceber como será, nos próximos meses, a relação entre Belém, São Bento…e São Caetano à Lapa.

 

E no fim de semana, a hora mudou. Sabe porquê? A guerra e o carvão ajudam a explicar, como se pode ler aqui no SAPO24.

 

Boa semana

publicado às 10:41

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